sábado, 6 de julho de 2013

Conclui-se a semana

Antigamente eu lia um livro em mais ou menos 3 ou 4 dias. Voracidade mesmo. Mas hoje, alguns levam o dobro, quase. Mas não que a minha leitura seja menos veloz. No fundo isso até bom é, sério. Porque a questão real, é o que eu ando fazendo que não estou lendo. Claro que muitas poucas coisas substituem uma leitura. Aquele momento em que você se vê sozinho - com a vida realmente é, sólitária - e ali disseca seus profundos pensamentos, sentimentos e o mundo todo. Mas, uma coisa é muito - mil vezes - melhor que a leitura: é ler-se e escrever. Aprendi isso na prática, sério: por um motivo mágico, e quando falo mágico, sou mais literal do que parece, aprendi a escrever, cedo. Escrever tudo: qualquer ideia que passasse pela mente. Escrevendo, além de relatar meus rituais (literalmente mágicos), passei a descrever meus dias, a narrar os fatos, e a me descrever. Tudo na intenção de fazer uma estatística de mim - não pense que eu já tenha dados suficientes para isso, pois não tenho. A questão é escrever. Quase saio do tema. Viu? As coisas fluem e levam a gente por caminhos não pensados antes. Mas isso é muito diferente de dispersão (para mim, claro). Mas: fato é que não estou disposto a ler qualquer coisa mais, sinto muito. Antigamente, lia o que me chamava a atenção, ou apenas pela capa, hoje só sigo a primeira opção. Quem não consegue se interessar em contar, em se descrever e nunca tentou isso, aconselho muito. Porque quem realmente precisa ler MUITO coisas de outros autores que não si mesmo, são aqueles que não conseguem colocar para fora (por não querer, ou não poder) o maravilhoso mundo interno que se tem. Então, escreva mais, e se achar-se preparado, leia menos. Basta escutar-se, e você pode constatar que as mais belas e fantásticas palavras se encontram em você mesmo, esperando para ser contadas. Esse é o ofício das palavras. O resto é talento e boa-vontade.

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