segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sarah Almeida

Pessoal,

Queria compartilhar com vocês o trabalho de uma amiga (Jussara Almeida), uma virtuose da música. Compartilhem aí com seus amigos e vejam as outras no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=ZrpTkNwPDh4

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Aos moralistas e medíocres

Apesar da gama muito grande de gente bacana, legal, 'descolada', que eu conheço, muitas delas deixam a desejar em questões relacionadas à liberdade, ao certo e errado, à vida. Claro que isso pode ser meio preconceito meu. Ou pós-conceito, não importa. O que importa é que eu quero escrever sobre elas e mostrar como as vejo.

Aparentam ser muito liberais, mente aberta, tranquilas, mas não sei porquê, tem um certo que de "moralismo". E eu não dou a mínima, mesmo, ao moralismo. Porque quem segue "morais" é muito limitado - eu sigo uma Ética. Limitação territorial mesmo, cultural, não é de pensamento - o pensamento é liberdade pura (para quem quiser liberdade né).

Não sabem (ou aguentam de forma sufocada) as pessoas intempestivas. Uma imprevisibilidade é julgada como alguma outra coisa qualquer. É visto como uma diferença indesejada. Mas o foda é que não é natural delas, é cultural mesmo, e isso me dá uma certa esperança. Mas o problema é que a cultura para de pai para filho e segue avançando muito, mas também involuindo muito. 

Essas pessoas acham que amabilidade precisa de algo em troca, ou que a aproximação é um pedido, uma solicitação, uma emergência. Elas não estão prontas para acolher uma pessoa emotiva - ela nem se dá ao luxo de sentir emoção, porque ela não se importa. Ou pior, disseram-lhe "Não se importe" - e ela acatou.

Essas pessoas, as tais, elas leem Poesia, mas elas se enquadram exatamente no perfil criticado pela poesia. Elas não farão nada de muito novo: porque falta ousadia, e ousadia não combina com moralismo. Elas acham que "existe um melhor modo de se viver". Provavelmente acharão também que o escolhido por elas é um dos "melhores". 

E pior que tudo isso junto, é o moralista hipócrita. Aquele que impõe a Moral do Universo mas corre da mesma, quando sozinho ou mal acompanhado. Essas pessoas me enojam um pouco mais que as moralistas puras. E pra finalizar, os moralistas vivem numa mentira tão grande, mas tão grande, que acabam se aventurando sem saber para onde - elas simplesmente não se importam e ainda tem coragem de repetir a sublime frase "Deixa a Vida me levar", em pensamento. 

À merda.

Você aí, na vida real ou internet, tem características citadas acima?

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Aos loucos

Chamam-lhe idiota: mas na verdade ele é apenas bobo. Chamam-lhe vagabundo: mas ele é apenas um pouco louco.

Pouco ou nada ele tem. Mas em suas mãos está o mundo.

Quem chama ele de louco, não sabe nada dele, no fundo: a maioria insiste que ele é idiota, e pronto - todos crêem. Todas estas pessoas da cidade grande, ou mesmo os campesinos, que acham-se donos da verdade - eles morrem da mente e do coração, tentando algum dia se dar bem da vida.

O louco não (vejam que mesmo eu acostumei chamá-lo assim): ele pega sua trouxinha, e sai andando. Ele tem o universo ali diante de si. A única diferença (mas que faz toda a diferença) é que ele ainda não sabe que tem o mundo nas mãos. Esse andarilho... Não é um zero à esquerda. Ele é bondoso até. É uma coisa tão natural, que nem o melhor ator consegue interpretá-lo bem, se não for um deles.

Ele ama os ventos. As críticas vem porque ele nada contra a correnteza, as velas de seu saveiro sempre o levam a mares nem sempre navegados: ele vive aventura de piratas, em ilhas desertas, encantadas e cheias tesouros.

Ele é aquele pequeno sol, que nasce no oeste e se põe no leste, mas tudo sem querer. Ele não quer desafiar o sol - é inconseqüência mesmo. Você chega na casa do louco, ele lhe oferece sua própria comida - mas não, ele não é trouxa. Ele sabe que você está nas mãos dele, porque a vida é dele.

Nosso louco, bobo, idiota, como o queiram, é um poeta, um artista da vida. Lá no coração, todo mundo quer ser como ele. Os loucos nascem mais em alguns lugares do que outros. Comprovei isso com minhas viagens ao interior. São Paulo tem muita gente sabida e astuta. Elas são as que mais atacam os bobos. Elas acham que sabem: mas os loucos sabem mais, no fundo, inconscientemente. E eles não ligam tanto para isso. Não ficam discutindo a bolsa de valores. Nem esperando o ônibus. Nem reclamando da vida com o taxista. Nem pensando se deixa ou não gorjeta para o garçom.


Ele apenas pega sua mala e vai viver loucamente em outros lugares.

sábado, 6 de julho de 2013

Conclui-se a semana

Antigamente eu lia um livro em mais ou menos 3 ou 4 dias. Voracidade mesmo. Mas hoje, alguns levam o dobro, quase. Mas não que a minha leitura seja menos veloz. No fundo isso até bom é, sério. Porque a questão real, é o que eu ando fazendo que não estou lendo. Claro que muitas poucas coisas substituem uma leitura. Aquele momento em que você se vê sozinho - com a vida realmente é, sólitária - e ali disseca seus profundos pensamentos, sentimentos e o mundo todo. Mas, uma coisa é muito - mil vezes - melhor que a leitura: é ler-se e escrever. Aprendi isso na prática, sério: por um motivo mágico, e quando falo mágico, sou mais literal do que parece, aprendi a escrever, cedo. Escrever tudo: qualquer ideia que passasse pela mente. Escrevendo, além de relatar meus rituais (literalmente mágicos), passei a descrever meus dias, a narrar os fatos, e a me descrever. Tudo na intenção de fazer uma estatística de mim - não pense que eu já tenha dados suficientes para isso, pois não tenho. A questão é escrever. Quase saio do tema. Viu? As coisas fluem e levam a gente por caminhos não pensados antes. Mas isso é muito diferente de dispersão (para mim, claro). Mas: fato é que não estou disposto a ler qualquer coisa mais, sinto muito. Antigamente, lia o que me chamava a atenção, ou apenas pela capa, hoje só sigo a primeira opção. Quem não consegue se interessar em contar, em se descrever e nunca tentou isso, aconselho muito. Porque quem realmente precisa ler MUITO coisas de outros autores que não si mesmo, são aqueles que não conseguem colocar para fora (por não querer, ou não poder) o maravilhoso mundo interno que se tem. Então, escreva mais, e se achar-se preparado, leia menos. Basta escutar-se, e você pode constatar que as mais belas e fantásticas palavras se encontram em você mesmo, esperando para ser contadas. Esse é o ofício das palavras. O resto é talento e boa-vontade.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Reflexões sobre o ofício meu

A Grande Obra é muito solitária. Nada que me cause espanto, mas tive relembrando como todo o ofício da grande Obra é solitário. Geralmente as outras pessoas só estão envolvidas, não raro na cosecução, ou em alguma etapa intermediária. Isso gera uma certa independência, mas também (será?) gera um pouco de egoismo, uma ideia de falta de necessidade do próximo. Talvez seja algo semelhante com a liberdade. Mas se isso é liberdade, então eu quero mais que isso. Por mais que mudem as visões, as palavras, os sons, os odores, e por mais que o tic tac do relógio sempre me recorde que ele nunca parou e sempre anda em compassos iguais, meu motivo ainda é o mesmo. A escalada continua.

Vaga ao vento o Talento

Viver é um ofício, escrever também. Escrever exige sempre que se reescreva. Mas dessa vez coloco uma primeira versão, para que um dia, ao colocar a mais renovada, perceba o que mudou, se mais ou menos bela ficou. Pois se não emociona, nem vale a pena.

Já altas as horas, abro a janela
A mente, inquieta, demais tagarela
Uma novela, Brasil, era outrora
E quem se importava, foi-se já embora

Qual é que é o alento da vida?
Será o talento uma rara jóia
Sufocada numa barrenta jazida?
Ou será mesmo como veneno de jibóia?

Qual é que é a cor e o som do talento?
Talvez seja comum e onipresente
Que a gente não vê, meio prepotente
Não percebe ainda o chegar do momento.

Como diz papai, brota de família?
Esforço, dedicação, até certo egoísmo
Será destino de seguir uma trilha?
Talento, dom ou lamento? Cá eu cismo.

Questão assim tem um bom motivo
É para cessar a fome dos cativos
É dissecar os entes do subjetivo
E escutar, dos trovadores, silvo uivo.

Imagina, guiando os sertanejos, Estrelas
Olha, nas matas, singelas genialidades
Sábios ganhando suas bagatelas
Competindo com o sol em sua claridade.

Imagina, embelezando o deserto, Flores
Joviais, na arte da vida, secando
Dançam, sem exalar seus odores
Tão valiosas, vão-se deteriorando.

Sim!
Quero-os bem todos
Bem todos perto de mim
Porque os dons são como o vento
Sopra livre, por onde quiser
E se não aparecerem com suave prece
Esquece! Suas luzes continuarão a brilhar
Pois de talento, vi, o Brasil não carece

E no silêncio, são grandes como ondas no mar.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

As avós do exemplo

Se eu tivesse tanta força como vocês tem
Conquistaria todo o mundo num só segundo
Vocês que eram tão jovens logo ontem
Deram tantas chances de se saber o mundo

Se eu falasse manso assim como vocês falam
Saberia mais amar que ser cuidado
A idade já se foi mas bem seu eu
Que tem força e bem querer demasiados.

Se eu tivesse tante fé como vocês tem
Observaria a multidão com esperança
Manso, coração, pureza, nunca desdém
É o que me recorda como era ser criança.

Se eu tivesse tanta força como vocês tem
Amaria meus irmãos como vocês se amam
Trataria meus amigos como tesouro raro

Seria como uma lago fundo porém limpo e claro.

Menino na forca

Segunda de manhã
Lamento de dor na rua
Ontem, hoje e amanhã
A morte triste atua
A mãezinha chora ali
Ela vem de Itajaí
O seu choro é um breu
Um buraco ateu
Sem fundo, sem nada.
Segunda de manhã
A forca erguida em casa
O pequenino homem-feito
Recém-refeito e refém afeito
Entregou-se ao autoconceito
E não encontrou outro jeito
Abandonou, abandonado
Tudo o que tinha criado
Foi-se embora de súbito
Maneira essa insólita
Assinando seu óbito
Uma mãezinha, menininha
Abandonada, tristinha
Vendo seu pequenino
Partindo, assim tão fugaz
Uma mãezinha, pequenina
Desesperada, dor tão mordaz
Vendo seu menino

"Vá em paz."

Buraco carbonário

Ali na mata tem buraco fundo
Ali na mata tem um outro mundo
Um buraco carbonário
O povo negro prepara carvão
Sua mão suja, se arrasta no chão
Um buraco carbonário
Subindo a trilha tem um buraco
Vamos indo, pegue seu tabaco
Caminho é longo, subindo já
Mas não tem roupa, nem mesmo casaco
Mesmo no frio e chuva, só madeira e saco
Em direção ao forno, ao buraco
Um buraco carbonário
Em meio à fumaça cinza
Cinza de eucalipto queimado
Mesmo velhaco e ranzinza
Subindo a trilha, o morro delgado
Ao buraco carbonário
O negro produz carvão
Na senzala do rio Taré
Ó negro, que aflição
Que Deus sustente o teu pé
O negro caminha na trilha
Ele tá triste mas ainda tem axé
O seu jantar é só arroz com lentilha
Ele vive ainda assim com fé
O buraco carbonário
Um buraco carbonário

Ao buraco carbonário.

Bambuzal

Lá no bambuzal o vento se põe a cantar
Ouço a voz das borboletas voando lá do capinzal
Um clarão de violetas, elas vão ali buscar
Com as abelhinhas, em sua colméia sobre a mureta
Lá no bambuzal eu ouço vozes acho que é Ogum
Lá no bambuzal eu vejo passos e som de jasmim
Saio correndo, pulo louco do coração
Sou curumim ainda, me arredo logo daqui
Lá no bambuzal, tem um segredo que eu não sei dizer
Faço três cruzes e rezo o credo
A ficar ali me nego, tenho família para cuidar
Vejo três luzes bruxuleando no rochedo, no ar

Prefiro ser logo cego, vou me embora, vou voltar.

A ponte do rio que cai

Olha, eu nunca vi madeira falar
Mas quando passo pelo Taré
Me vem o medo de rio atravessar
Eu me ponho a tremejar, de pé
Olho a ponte e ela me olha
Sob, um rio corre traiçoeiro
Mesmo sendo bem rasteiro
A lágrima me molha.
No Taré não tem corda
Nem madeira para se apoiar
Só não pode andar na borda
Se não a ponte vira
E o resultado é se molhar
O Taré é pura mansidão
Mas não brinque com ele não
Ele é belo, encantador
Sua água tão turva
Corre em direção ao sul
Quando então faz uma curva
De tão longe, azulada,
Um breu na mata
Ao redor cheio de erva
Rumo à vida encantada
Mas indo e vindo eu transpasso
A Ponte do Taré
E ao final me ajoelho
Me vejo livre do desespero

E agradeço áspero de medo.

O Taré da minha mente

Com o Taré ninguém pode não
Como Taré ninguém mata não
O Taré passa aqui na vizinhança
É um engana-crianças
Criançada não vai não
O Taré é perigo de certo
Um rio traiçoeiro demais
Dele eu não chego perto
Ou não volto nunca mais
O Taré tem jeito manhoso
Fica calminho vendo alguém passar
Mas eu te digo meu amigo
"Não vai lá não, que ele pode te matar"
O Taré tem um passado caprichoso
Quantas alminhas nele foram se banhar
Mas mesmo assim ele é tão maravilhoso

Que eu me sento bem de longe e fico a observar.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mais um natal

"Ela lá vestia rosa
Um vestido belo, sempre em flor
Ela é assim formosa
Para quem lhe dá valor.

Ele cá vestia azul
Camisa aberta, bem tranquilo
Ele é um grande exemplo
De afeição e calor.

De preto estava ali
Fala mansa, coração puro
Desvendando o mundo aí
Sereno, manso e seguro.

De carmim estava aqui
Perdido mas nem tanto
Rindo-se, assombrando o encanto
Buscando achar seu "Havaí".

No mar, pela Bahia
Estava ele a navegar
Com sua amada, pelas trilhas
Mas sim, ele chegará.

Cá estou eu e lá
Amarelo como o sol
Assim barbudo mas jovial
Celebrando mais um Natal."

Assim dia de chuva

Num dia de chuva como este
Me sinto meio atrasado
Meio sem direção, até mesmo...
Passo até de ponto do ônibus
Perco a estação de descida
Me sinto meio afastado
Afastado do mundo 
Do mundo real e moderno, seco e frio
Estou longe quando sinto odores
Estou longe quando escuto notas
Estou longe quando escrevo palavras
Longe mesmo ao sentir um único odor
Longe mesmo ao ouvir um som qualquer
Ou mesmo ao gravar uma simples letra.
Tudo isso me distancia e me voa
A chuva que cai fica mais tênue
Quando saio à rua para caminhar
Ela quer realmente me ver
Uma falta de não sei o que de mim.
Mas ela logo se cansa e põe-se a forte chover
Uma garoa se torna tempestade
Claro está o cansaço de mim
O meu eu cansado não é apenas aqui
Se cansa de mim até a chuva, que tristeza!
Ai, só, por isso ao entrar no ônibus
Eu me dirijo logo ao fundo
E assisto de camarote o mundo
Ai, só, por isso no trem eu vou ao corredor
Para ver passar diante de mim apenas minhas letras
Dos livros que leio amante
Para ouvir somente os sons que carrego comigo
Das músicas que eu queria compôr
Pois eu quero mesmo é ver do topo
Porque de baixo eu nada pude ver
Porque eu não quero me distrair com
Disfarces alheios.
Nem quero ler outras letras.
Nem ouvir outros sons.
Não quero esse cheiro mórbido de máquina e plástico
Ou de roupas seminovas e passadas, alvejadas
Substituindo o cheiro da terra molhada
Dos vasos ao lado dos quais me sento e leio.
Dos vasos nos quais eu viro e reviro a terra.
Dos vasos que me dão rosas plenas de espinhos.
E em dias como estes de chuva
Eu prefiro abrir meu guarda-chuva e sumir sob ele
Nem mesmo olhos nos olhos, não!
Já me iludi demais com as pessoas outras
Com os passos alheios,
Como dito, cheiros, vozes, letras de outros
Agora basta-me olhas seus pés
Que tudo me dirão sobre sua jornada.
De que me serve sonhar,
Se meu sonho é sempre realidade?
Eis o que é realmente que se pode
Chamar mesmo de felicidade.
E de toda a pura realidade
Surge o fantástico mais verdadeiro também.

Santo júbilo

Ó doce e santa alegria
Não basta sorrir para ser feliz
Não basta chorar de alegria também
Felicidade eu já encontrei
Em olhos calmos, sinceros e mesmo bravios.

Se aprazer de se deitar ou descansar
Não basta esse deleito de imaginar
Somente o descanso no porvir
E se esquecer da presença intensa do agora.

Não basta brincar como as crianças
Como os animais ou quer que seja
Ou mesmo quebrar tudo que se vê
Como entretenimento e liberdade.

Não basta se desenfadar das obrigações
Se bem que delas se livrar é dez
Não basta se livrar das fés
Se bem que delas se soltar é um passo do compasso

Não basta se divertir com coisas
Que acabam no segundo que brota
Que grita incessantemente chamando
Um retorno à realidade dura e morta.

Não basta espairecer de 365 dias
Apenas um, escolhido ao léu
Talvez baste espairecer todos eles
Ou toda a vida, melhor dizendo

Não basta abduzir todos ao redor
Para que façam-lhes felizes
Não basta afastar nem atrair
Tudo o que nos é interesse

Não basta alhear toda nossa desfortuna
Não basta desviar-se de retas e curvas
Não basta deter fluxo de emoções
Não basta ocupar terras livres.

Sim, dispersão
Vem cá ó mãe da alegria
Do deleito mais profundo
Do mais escondido mundo
Que hoje aqui se mostra e nos guia.

Ó negligência do saber de tudo
Vem tia querida de sonhos outros
Antigos, mas bem vindos ainda
Vem nos liberar do fardo.

Ó cobrança supérflua
Por que esperas que eu, logo eu
Ungido com óleo da dispersão
E marcado com o peso da inércia
Logo eu,
Que resisto aqui eternamente
Em meu auto-estímulo de brilhar
Por que eu saberia te responder?
Ó júbilo de viver, és suave e perfeito
Mantenedor da alegria e príncipe dos pilares
Que aqui envolvo em mistério.

Ó doce e santa alegria.

sábado, 8 de junho de 2013

Crônicas

Ontem mesmo estava escrevendo uma crônica sobre a educação no trânsito, e tive que falar do pedestre.