quarta-feira, 3 de julho de 2013

A ponte do rio que cai

Olha, eu nunca vi madeira falar
Mas quando passo pelo Taré
Me vem o medo de rio atravessar
Eu me ponho a tremejar, de pé
Olho a ponte e ela me olha
Sob, um rio corre traiçoeiro
Mesmo sendo bem rasteiro
A lágrima me molha.
No Taré não tem corda
Nem madeira para se apoiar
Só não pode andar na borda
Se não a ponte vira
E o resultado é se molhar
O Taré é pura mansidão
Mas não brinque com ele não
Ele é belo, encantador
Sua água tão turva
Corre em direção ao sul
Quando então faz uma curva
De tão longe, azulada,
Um breu na mata
Ao redor cheio de erva
Rumo à vida encantada
Mas indo e vindo eu transpasso
A Ponte do Taré
E ao final me ajoelho
Me vejo livre do desespero

E agradeço áspero de medo.

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