Aparentam ser muito liberais, mente aberta, tranquilas, mas não sei porquê, tem um certo que de "moralismo". E eu não dou a mínima, mesmo, ao moralismo. Porque quem segue "morais" é muito limitado - eu sigo uma Ética. Limitação territorial mesmo, cultural, não é de pensamento - o pensamento é liberdade pura (para quem quiser liberdade né).
Não sabem (ou aguentam de forma sufocada) as pessoas intempestivas. Uma imprevisibilidade é julgada como alguma outra coisa qualquer. É visto como uma diferença indesejada. Mas o foda é que não é natural delas, é cultural mesmo, e isso me dá uma certa esperança. Mas o problema é que a cultura para de pai para filho e segue avançando muito, mas também involuindo muito.
Essas pessoas acham que amabilidade precisa de algo em troca, ou que a aproximação é um pedido, uma solicitação, uma emergência. Elas não estão prontas para acolher uma pessoa emotiva - ela nem se dá ao luxo de sentir emoção, porque ela não se importa. Ou pior, disseram-lhe "Não se importe" - e ela acatou.
Essas pessoas, as tais, elas leem Poesia, mas elas se enquadram exatamente no perfil criticado pela poesia. Elas não farão nada de muito novo: porque falta ousadia, e ousadia não combina com moralismo. Elas acham que "existe um melhor modo de se viver". Provavelmente acharão também que o escolhido por elas é um dos "melhores".
E pior que tudo isso junto, é o moralista hipócrita. Aquele que impõe a Moral do Universo mas corre da mesma, quando sozinho ou mal acompanhado. Essas pessoas me enojam um pouco mais que as moralistas puras. E pra finalizar, os moralistas vivem numa mentira tão grande, mas tão grande, que acabam se aventurando sem saber para onde - elas simplesmente não se importam e ainda tem coragem de repetir a sublime frase "Deixa a Vida me levar", em pensamento.
À merda.
Você aí, na vida real ou internet, tem características citadas acima?
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