Depois de estudar o RIR (legislação tributária, acessível a todos mortais diferentemente dos grandes tomos de outros Direitos) sendo acompanhado via e-mail pela Defensoria Pública da União (o único setor que me foi caro, rápido e resoluto nas respostas) e com as diversas corregedorias de serviços públicos (relação nova para mim, confesso), consegui hoje resolver uns probleminhas de imposto de renda que quase me levaram à Malha Fina (isso porque sou um pobre isento que, por curiosidade, resolveu declarar impostos para "aprender" o ofício dos outros seres humanos, aparentemente tão 'ativos' na arte de ser brasileiro).
Mostrei os erros da Receita Federal durante o período de avaliação de impugnação e inconsistência no sistema (coisas pequenas mas que só eles podiam alterar - e eu esperava um maior expertise dos funcionários públicos), felizmente o bom-senso coexistiu e minha dor de cabeça diminuiu pela metade. Bem, o tema do texto não é tributação, no fundo. Mas sim (como sempre, incansavelmente), um julgamento à atitude de certas pessoas que acusam políticos, professores, funcionários, o raio que os parta, de diversas cosias e NEM sequer tem conhecimento do que realmente se tratou, tendo preguiça de ler processos, saber em quais artigos se ajusta as acusações e quais as consequências disso. Sim, eu sou brusco na mudança da água pro vinho.
Ok, confesso que todos temos um pouco disso: é o mal do pré-julgamento. É um misto de excitação, euforia, num momento qualquer ou situação. Eu não me excluo disso. Mas eu gosto de escrever, e tento fazer isso de forma atemporal (porque eu não gosto de ser objetivo e retilíneo), histriônica (porque eu não gosto do badalar dos sinos tão ritmados e simples), e por isso transformar dores de cabeça em pequenas reflexões (não que inculte sentido, não). À esta grei que hoje se aglomera por aí pedindo mais e sabendo menos, vendo mais e lendo menos, falando mais e pensando menos (caio nesse truque, declaro), deixo só a importância de como a pesquisa, a busca pelos métodos, a busca incansável de justiça (mas busca real, não só virtual e retórica), fará de nós pessoas muito melhores, muito mais justas, reflexivas e de esquerda.
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